Força dos pequenos negócios leva desemprego ao menor patamar em mais de uma década
Taxa de desemprego recua para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, menor índice da série histórica da Pnad Contínua iniciada em 2012, com forte impulso das micro e pequenas empresas.

O Brasil alcançou, no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor índice de desemprego para toda a série histórica da Pnad Contínua iniciada em 2012. O resultado apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 5,2%, reflete diretamente a contribuição das micro e pequenas empresas brasileiras na geração de novos postos de trabalho.
Em estudo feito pelo Sebrae com base no Caged, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por mais da metade dos postos de trabalho gerados no país entre janeiro e julho de 2026. No acumulado do período, das 972 mil vagas criadas na economia brasileira, 591 mil partiram dos empreendimentos de micro e pequeno porte.
O impacto dos pequenos negócios
O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que a mínima histórica da taxa de desocupação e a redução da população desocupada para 5,6 milhões de pessoas têm a assinatura direta de quem empreende. Segundo o levantamento, a população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, impulsionada pelo comércio de bairro, pela pequena prestação de serviços e pelas obras locais.
De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego de 5,2% representa uma queda de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre encerrado em junho, quando ficou em 5,4%, e um recuo de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O contingente de desocupados recuou 4% em relação ao trimestre anterior e encolheu 6,9% no confronto anual.





















































